Texto: Carla Mota
Já pensaram quantas vezes adiam alguma tarefa porque parece que algo nos trava a vontade e a motivação para a fazer?
Porque será que isto acontece? Porque será que ia ao ginásio domingo de manhã e não fui, tinha de tratar de determinado assunto e criei mil subterfúgios para adiar esse assunto durante a semana inteira, e depois de repente surge a exclamação: «Ah, pois mas parece não faço nada útil e que a minha vida não avança!».
Pois, se calhar, se diminuirmos o nível de procrastinação na nossa vida, a sensação de dever cumprido aumenta e aquilo que eram obstáculos serão meras tarefas que temos para desempenhar.
Com isto não digo que não existam assuntos deveras complexos que exigem que tomemos algum tempo a assimilar o que temos para fazer. O que há de mais importante a reter aqui é que por mais complexas que sejam as tarefas ou assuntos a tratar chega a um ponto que temos de “encurralar” a nossa mente e fazer o ultimato: “Chega de procrastinação, é hora de acção!” Penso que é nessa altura em que entramos num estado mental em que efectivamente nos dispomos a avançar.
Isto pode-se transpor para todas as áreas da nossa vida, quando temos algo para fazer mas estamos constantemente a evitar, a inventar desculpas a adiar..
Tal como Mel Robbins explica no livro A Regra dos 5 Segundos, faça como se fosse o lançamento de um foguetão, ou seja, tenha a «conversa» com a sua mente e em 5, 4, 3, 2, 1 passe a acção!
Nota: Este texto foi escrito de acordo com o antigo acordo ortográfico
Este blogue é o reflexo da actividade do clube e todos os textos são da autoria dos membros que desenvolvem a sua capacidade de comunicação em todas as sessões às quintas-feiras
terça-feira, 21 de agosto de 2018
A parábola do rei, o servo e os dez cães
Texto adaptado: Domingos Valente
Um rei tinha dez cães selvagens e usava-os para torturar e devorar os servos que cometiam erros no seu reino. Certo dia, um dos servos contrariou a vontade do rei e ele ordenou que ele fosse atirado aos cães.
O servo, ao ouvir a sentença do rei, rogou-lhe dizendo: Meu senhor, eu o servi fielmente por dez anos e o senhor faz-me isto? Por favor, dê-me dez dias antes de me lançar aos cães!
O rei concordou então...Nesses dez dias, o servo disse ao guarda que cuida dos cães que ele gostaria de tratar dos cães por dez dias.
O guarda ficou perplexo, mas concordou, e o servo começou a cuidar dos cães, alimentando-os, dando-lhes banho e fornecendo todo o tipo de conforto.
Passados os dez dias, o rei ordenou que o servo fosse atirado aos cães, para receber a sua punição.
Ao ser atirado aos cães, todos ficaram espantados ao ver que os cães ferozes não atacaram o servo, pelo contrário, lambiam-lhe os pés.
O rei, perplexo com o que estava a ver, disse: O que aconteceu com os meus cães?
O servo então respondeu:
- Eu servi os cães por apenas dez dias e eles não esqueceram o meu serviço. No entanto, eu servi-o por um total de dez anos e o senhor esqueceu-se de tudo no primeiro erro que cometi.
O rei, ao ouvir o servo, percebeu o seu erro e ordenou que ele fosse posto em liberdade.
Autor desconhecido, adaptado por Domingos Valente
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
Vou contar-vos uma história
Texto: Tânia Vital
Era uma vez uma menina que gostava de falar. Muito. Pelos cotovelos. E de fazer novos amigos. Por isso, quando cresceu, decidiu estudar Relações Públicas e Publicidade, para conhecer pessoas novas. Quem sabe, o grande Feiticeiro!
Mas ela queria mais.
Tinha aprendido tantas coisas maravilhosas que queria partilhar com o mundo. Mas ela precisava de 3 coisas:
Coragem, para ir batendo às portas, para transmitir o conhecimento que adquiriu;
Cérebro, para conseguir executar brilhantemente, tudo o que o Feiticeiro pediria, e
Coração, para sentir empatia pelas pessoas que passariam pela sua vida.
E lá foi! Partiu em direção à Edit, para tirar o curso de Digital Marketing Foundations, para conhecer o Feiticeiro do mundo digital. Pelo caminho, conheceu o Facebook, o Instagram e o Pinterest e travou grande amizade, tratando- os por tu. Explorou o Twitter e conheceu pessoas interessantes no Linkedin.
Mas apesar de as redes sociais serem mágicas, ela buscava o Feiticeiro e ter a fatia de bolo de chocolate que é o Marketing Digital. Junto com a Coragem, o Cérebro e o Coração, seguiu a sua jornada pela Estrada de Tijolo Amarela. A sua busca está a terminar. Ele está por detrás da cortina. Ela diz que é como a água, é Vital para o desenvolvimento de qualquer empresa e até mesmo ser vivo.
É única, transparente, preciosa, essencial. Pode demorar, mas até uma rocha dura ela consegue quebrar. Tal como o ditado «Água mole em pedra dura...».
E agora? Será que o Grande Feiticeiro vai dizer que sim? Estou a torcer por isso!
Obrigada
Zona de Conforto!
Texto: Cláudia Martins
Ousar é sair da zona de conforto, mas de forma intencional. Ousamos quando deixamos um pouco de lado o nosso juiz interno, aquela «voz na cabeça» que nos critica, sempre a dizer que vai dar errado, que não somos capazes...
Ganhamos «asas» quando silenciamos essa voz e confiamos no nosso potencial, abandonamos também a preocupação sobre se é «certo ou errado». A intenção maior não é com o resultado em si, mas sim com a experiência e a aprendizagem que pode enriquecer.
Sejamos nós na sua verdadeira Plenitude!
Ansiedade...
Texto: Ana Guerra
A ansiedade é um estado que traz sofrimento.
Descobrir a sua origem ajuda a identificar o melhor caminho para gerir todas as outras emoções e sintomas que nascem.
Os sintomas diferem de ser para ser e variam consoante as referências individuais.
Como é que as expectativas funcionam com origem na ansiedade?
O que é uma expectativa?
É possível viver sem expectativas?
Qual o denominador comum entre uma expectativa e um sonho?
A relação ansiedade versus expectativa?
A desilusão nasce devido a uma expectativa lograda ou tem outras origens?
A desilusão é essencial ao ser humano (como a expectativa)?
É uma aprendizagem?
Ou o ser humano tem outras formas de aprender?
Existe relação entre desilusão – expectativa - culpa?
A culpa é uma emoção, sentimento ou valor moral?
domingo, 27 de maio de 2018
O oxigénio que corre nas minhas veias
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| Ana e o seu «oxigénio» |
Texto: Ana Guerra
Desde muito cedo que nos ensinam a agradecer o que recebemos, a sermos gentis com os que nos dão algo. É uma retribuição, a nossa expressão de troca, de devolver uma energia semelhante à que nos deram.
Com a panóplia dos novos paradigmas, veio à superfície a melhor forma de expressar esse agradecimento: dizer obrigada, que é o mesmo que agradecer ou mostrarmo-nos gratos, isto é a manifestação profunda de nós mesmos.
A maior diferença é que obrigada é como que uma retribuição obrigada de um favor; enquanto grata é o reconhecimento desse favor.
Da mesma forma, do latim “gratus” é agradável, agradecido e de uma fonte indo-europeia “gwer” significa elogiar, dar as boas-vindas, o que me fez recordar a expressão “bem-haja” que quer dizer isso mesmo.
Parece que o termo “grata” engloba uma maior entrega, com uma emoção mais “sentida” em contraste com o “obrigada”.
Com certeza que as palavras carregam energia e a forma como são empregues transmitem ao outro, ou até a nós mesmos, a nossa intenção, um propósito. Pessoalmente, acredito que os extremos, a forma radical, que escolhemos nem sempre revela ser uma boa estratégia, pretendo com isto expressar que nos sentirmos obrigados a usar isto ou aquilo por que alguém disse que assim está correcto ou errado, não é um motivo convicto. Fazemo-lo por que foi estipulado, uma regra, uma lei.
Ora bem, é mais “correcto” se for de acordo comigo e o que sinto como tal, do que pelo que o outro apontou. Deixa de ser um dogma para ser uma convicção. Esta é a conclusão que, pessoalmente, encontro para alguma diferença. Se disser obrigada ou grata com essa entrega, está tudo bem para mim, mesmo que eu tenha consciência da forma como possa ser usada pelo outro. Ao aceitar, significa que me respeito e ao outro. Isso é o crucial, para mim.
Isto leva-me a reflectir sobre outro aspecto da gratidão
Aprendermos a agradecer, sentir gratidão pelo que conquistamos para nós (o amarmo-nos cada vez mais), por todas as experiências que vivemos, aquilo que costumamos dizer que a Vida nos traz, e por tudo o que temos.
Dar valor ao banho que tomo, à comida com que me alimento, à cama onde posso dormir, e tantos outras coisas que fazem parte do meu dia-a-dia. Dar valor aos amigos que passaram pela minha vida, e trocaram tantas coisas comigo, o convívio com eles permitiu-me aprender e crescer. Aliás, eu olho para todas as adversidades no meu caminho dessa forma. Aprendi a colocar-me a seguinte questão, todas as vezes, que acontece algo que me faz sentir de modo desagradável ou mesmo muito feliz: o que tenho a aprender com isto?
Esta escolha é a forma que encontrei de usar uma das características deste planeta: a dualidade. Posso ver o benefício do que surge na minha caminhada de modo a crescer e ser um ser melhor. Melhor por que me faz sentir FELIZ e não propriamente porque quero ser perfeita. São motivos diferentes, e acredito que um é mais eficaz do que outro.
Tudo isto faz parte da minha forma de estar grata, agradecer ao Universo pelo facto de estar no planeta Terra, a cumprir as várias missões com as quais me comprometi.
- Estar grata por estar viva: a missão de que a minha vida=caminhada só pode ser vivida por mim; ter consciência da responsabilidade do que é ter nas minhas mãos a existência de um ser, que desta vez se chama Ana Maria.
- Estar grata por ter encontrado aquilo que me faz sentir viva (alguns chamam dar sentido, motivação, felicidade): dar a mão ao outro que tem sido vivido de muitas formas. Como mãe, quando a minha função é dar o meu melhor apoio para que outro ser se erga da melhor maneira para ele; como amiga, partilhando toda a minha experiência como ser; como companheira, construindo ao lado e com o outro, o que ambos desejamos um para o outro; como escritora, quando através das palavras posso partilhar o que Sou; como filha e irmã, quando recebi da forma que conhecia o que os meus pais e irmãos me deram; como trabalhadora de outrem, executando as minhas tarefas da melhor forma e com entrega. E, através de tantas outras “personnas” que estão em mim.
- Estar grata por não ter desistido de mim, como ser humano: uma vez que ao caminhar, a consciência de que esta dimensão é densa e nem sempre facilita a tarefa de aprender a saber viver, como descobrimos que é o truque.
- Estar grata por ter vivido sempre com aquilo que um dia descobri o que chamam de Fé: sim, durante algum tempo, interrogava-me e aos outros sobre o que era isso que as pessoas diziam: eu tenho fé! Aquilo fazia-me espécie, como usamos dizer. Um dia descobri: afinal, eu sinto/tenho isso, desde que me lembro que sou “gente”. Partilho desta forma: foi o que sempre me deu Força para continuar a minha busca – quem sou eu? O que faço aqui? - e não desistir de nada do que acredito.
Posso partilhar contigo, a forma como sinto essa gratidão, se é que podemos classificar dessa forma. Desde sempre (quer dizer desde que sou consciente, que uso a memória consciente) me lembro ligada a “casa”, ter saudades de viver em pleno AMOR (aqui não é uma emoção ou sentimento), de acreditar que este planeta e os seus habitantes podem viver em equilíbrio e harmonia. A força que encontro em mim, em todos os momentos que senti sofrimento, injustiça, revolta, a dor que nos faz parar.
Mesmo quando sinto a solidão, como humana, sei que não estou só, quando chorava e me sentia frágil e tantas outras emoções que tu conheces. Tenho esse poder em mim. Podes chamar-lhe o nome que quiseres, o fundamental é mesmo aliares-te a ele e continuares, de cabeça erguida, o teu caminho por que tens tudo o que precisas dentro de ti. Eu descobri isso e sim, acredito que essa “gratidão é a memória do coração” (como disse Antístenes de Atenas), aquilo que nos alimenta. Tenho-lhe chamado de AMOR.
Vejo isso no mar, na música, na arte, em mim e no outro – tudo isto faz parte do ser que SOU.
O meu crescimento, como Ana, teve muitos desafios, e estou grata por ter tido os pais que tive, porque sem eles terem sido da forma como foram, eu não teria aprendido o que aprendi e cresci, e da mesma forma, hoje, sei que tudo o que vivi teve essa função. Não me arrependo de nada do que fiz (por acreditar que o arrependimento não tem nenhuma utilidade) porque descobri que iria acontecer da mesma forma, porque isso é aceitar como sou e que me sinto orgulhosa de me ter permitido escolher esse caminho.
Estou grata por todos os seres que possa ter “incomodado” pelas tentativas de aprendizagem e que sem isso não teria evoluído. Deixei de dizer que tenho defeitos, que cometi erros, por ter descoberto e assumido, que sou uma aprendiz.
Adoro aprender e a sede que tenho de procurar e viver a aventura de ser quem Sou, ajuda-me no encontro comigo própria, que alguns dizem ser o encontro com o nosso Eu Superior.
Creio que quando manifestamos que é muito bom sentirmos tudo o que nos faz nascer um sorriso, revela a gratidão por tudo.
Sinto-o como o oxigénio que corre nas minhas veias
– esta é a minha definição de gratidão
Automotivação
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| No palco do Barreiro Agora Speakers |
Texto: Gonçalo Silva
Manter o foco nos objectivos pessoais e profissionais, dando um novo momento ao seu dia-a-dia. Vai criar um espaço para:
· Pensamento positivo
Embora o discurso de que “pensamentos positivos trazem coisas positivas” pareça um cliché, o foco no positivo é uma das técnicas mais utilizadas e eficientes da automotivação.
A técnica consiste em ver os acontecimentos e o que está planeado com uma visão positiva. Assim ajuda a sua rotina a ficar mais leve.
Adopte uma postura optimista em todos os aspectos da sua vida e veja os resultados.
· Escreva as suas metas
Todos temos objectivos a curto, médio e longo prazo. Colocar esses objectivos numa lista ou tabela e marcá-los assim que forem alcançados dá estímulo ao nosso cérebro, o que nos leva a procurar mais resultados, além de nos ajudar a visualizar a quantidade de realizações que atingimos ao longo da vida.
· Organize o seu dia a dia
A rotina fica bem mais simples quando é organizada. Portanto, aprender a ter controlo sobre o seu tempo é fundamental. Crie um plano semanal com as diversas actividades do seu dia.
Ao realizar todas as actividades ao longo do dia, sentirá que o seu tempo deu frutos e assim estará mais motivado a realizar as actividades com foco e boa disposição.
· Celebre as conquistas
É muito importante que você mesmo reconheça as suas conquistas e dê a si mesmo uma recompensa, seja ela um momento de descontracção, um passeio na praia ou no parque, uma ida ao cinema ou um pequeno presente.
Estas pequenas actividades fazem uma diferença monumental
no seu dia-a-dia e na sua motivação e foco no cumprimento
dos seus projectos. Vai sentir uma sensação de realização
e dever cumprido
Confiança = Bons Relacionamentos
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| Cláudia Martins no palco do Barreiro Agora Speakers |
Texto: Cláudia Martins
A confiança é essencial aos bons relacionamentos, sejam eles de amizade, familiar, sociedade, negócios, entre outros. Mas o que é esse valor pessoal que pode levar muito tempo para ser construído e segundos para ser destruído? Para entender melhor o que é confiança, em primeiro lugar, pergunte-se:
- Quem são as pessoas em que confia?
- O que elas fizeram ou não fizeram para que confiasse?
- Como decidiu confiar nelas?
- O que viu, sentiu ou ouviu que despertou a sua confiança?
- O que faria deixar de confiar nelas?
Se dissociarmos a palavra confiar temos: con = juntos, fiar = dar crédito. A confiança verdadeira é isso, juntos damos crédito um ao outro e a nós mesmos.
Lembre-se sempre: a confiança começa na autoconfiança, quem não confia em si mesmo, como pode confiar noutra pessoa?
No âmbito profissional, especialistas afirmam que 40% da venda é a construção de confiança, 30% é identificação de necessidades, 20% é apresentação e proposta e 10% é fecho. Sendo assim, a primeira preocupação deve ser vender-se a si mesmo antes da venda, construindo a confiança.
Como disse François La Rochefoucauld:
”A confiança que temos em nós mesmos, reflecte-se,
em grande parte, na confiança que temos nos outros”
Agora Speakers Junior - a festa é de crianças e jovens
Inscrições ainda abertas para a participação de jovens entre os 7 e os 14 anos para fazerem a festa do Dia da Criança.
Escola Superior de Tecnologia do Barreiro, dia 2, sábado, das 16h às 18 horas. Contacto para informações: barreiroagora@gmail.com. Organizado por Nat Trindade.
_____________________________________
AGENDA DO EVENTO
16.00h - Boas-vindas
16.15h - Jovens, um a um, subirão ao palco para discursarem entre 2 a 3 minutos sobre um tema à sua escolha e previamente pensado.
16.45h - Dois a três membros do Barreiro Agora Speakers farão uma avaliação aos jovens, mencionando pontos positivos das entregas.
16.55h - Tempo para as Hot Questions, uma parte de improvisos, que será liderada pelos jovens, que falarão entre 1 a 2 minutos.
17.10h - Break para lanche saudável e convívio nas instalações ou fora delas (tendo em conta as condições climatéricas)
17.40h - Tempo para as Hot Questions, outra parte dos improvisos. Desta vez os jovens chamam adultos voluntários ao palco para lhes propor um tema-surpresa. Os adultos terão também entre 1 a 2 minutos para discursarem.
18.00h - Fecho do evento em ambiente de festa e com surpresas
- Entrada e participação livre para os jovens
- 2€ para cada adulto que reverterá para lanche e aluguer de sala
(valor será descontado em caso de inscrição no clube)
_____________________________________
Uma iniciativa do Barreiro Agora Speakers
Inscreva os seus filhos e passe um pedaço
de tarde divertido e de aprendizagem
sexta-feira, 9 de março de 2018
Segue o Teu Destino
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| Susana Nené e o poema de Ricardo Reis |
Segue o teu Destino
Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nos queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Ricardo Reis 1887
1.º Fórum Agora Speakers Portugal, com Alexander Hristov
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| 1.º Fórum Agora Speakers Portugal, ESTBarreiro |
A Escola Superior de Tecnologia do Barreiro recebe, dia 24 de Março, Sábado, o primeiro evento nacional Agora Speakers International. Participação dos clubes em Portugal e com a honrosa presença do fundador do Agora Speakers, Alexander Hristov
O check-in começará às 13.30h para que o início do Fórum seja mesmo às 14.15 horas. Consulte o primeiro alinhamento do evento, ainda sujeito a ajustamentos.
14.15 - Abertura - Gonçalo Silva
14.30 - Alexander Hristov, fundador do Agora Speakers International
15.05 - Gonçalo Silva - Liderança Eficaz
15.20 - coffee break 15
min
15.40h -
Alexandra Silva, Associação K-Evolution
15.50 - Orlanda Pereira -
Consciência Plena
16.05 - Jorge Dias -
Avaliação Desempenho
16.20 - Nat Trindade - Conquistar Audiências
16.35 - Coffee break 25
min
17.05h - Maria
Aires, Associação Amar a Vida
17.15 - Cláudia Martins - Integração e Coaching
17.30 - Mark Pereira - Comunicação com Poder
17.45 - Fecho com
Alexander Hristov e Gonçalo Silva
Surpresas e Novidades, Acção e Dinâmica são palavras dominantes para este 1.º Fórum Agora Speakers.
Falar-se-á sobretudo de Liderança, que é o grande exemplo que a organização Agora Speakers tem para dar.
Mentiras Piedosas
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| Mentira ou mentira piedosa |
Texto: António Matias
Muito se fala em mentira, mais ainda se tenta aceitar muitas
mentiras sobre a ideia de que algumas são o que chamamos mentiras piedosas.
São aquelas que dizemos para que o outro não se sinta mal,
acaba por ser muitas vezes uma distorção da verdade para cumprir um outro
objectivo que consideramos mais importante.
O problema é que mentir é isso mesmo, faltar à verdade.
Quando as usamos de forma perfeitamente banal com crianças estamos a criar um
problema … estamos a dizer-lhes que afinal há momentos em que podemos fugir à
verdade.
Com esta premissa temos uma criança a procurar jogar esta
brincadeira connosco e quando começa a sua juventude, onde os problemas e a
traquinice se tornam mais perigosos, a tal mentira piedosa pode ser a diferença
entre termos a verdade ou… um conjunto de meias-verdades.
Afinal por mais brincadeira que possa ser, acaba por ser
muito facilmente usada para evitar o castigo.
Podemos e devemos brincar, mas… imediatamente, temos que
mostrar que não é verdade e para que não fiquem dúvidas, não sobre o conteúdo
mas sobre esta forma de brincar.
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| António Matias no palco do Barreiro Agora Speakers |
Como sabemos as crianças e os jovens são perfeitas esponjas
de conhecimento, vão aprender muito rápido a usar este mecanismo. Claro que não
é só por não o utilizarmos que a criança vai deixar de ter contacto com ele, na
escola e noutros locais vai ser confrontada com isso.
Por isso fica a dúvida, não devemos utilizar ou devemos gerir?
Ou seja, utilizar para que perceba que existe, mas desmascarar o embuste de
imediato?
Eu concordo muito com a segunda opção, esconder o
conhecimento, principalmente quando ele está a toda a nossa volta, ainda por
cima que pode ser usado de forma imprópria, não vai trazer bons resultados.
Temos que o transmitir, mas saber ver o que é, onde se usar e como deve e pode
ser utilizado.
A sociedade actual confunde muito a verdade com a mentira
piedosa. Afinal honestidade é "dizer a verdade, toda a verdade e nada mais
que a verdade", a versão mais usual é "Dizer a verdade, e somente
parte da verdade, na medida em que nos serve e ninguém se sente magoado".
E este é o raciocínio presente nas consistentes e persistentes mentiras
piedosas, que dizemos aos outros todos os dias.
Quando queremos dizer algo que magoa, quando sabemos que
vamos criar ideias negativas ou algo que vai magoar, procuramos uma frase que
“doura a pílula”.
Muitas vezes, acabamos por usar uma derivação… a chamada
meia-verdade. Ou seja, o que dizemos é verdade, mas não é só aquilo que está
relacionado, há mais, mas o resto não interessa, isso vai causar desconforto.
Como se diz na gíria popular “Mais depressa se apanha um
mentiroso que um coxo” o que acaba por mostrar que “A mentira tem perna curta”.
Quando dizemos que está tudo bem com aquela cara de que queremos acabar com
tudo à nossa volta, criamos muitas vezes, principalmente se o interlocutor é
alguém que nos quer bem, a ideia de que pode ser ele o causador de tal
situação. Deixá-lo infeliz em vão.
Daí que tenhamos que concluir que temos que saber dizer as
verdades, no Agora Speakers praticamos o método sanduiche ao dar a nossa
opinião/feed-back, que não é mais do que saber dizer sem magoar, o trocar a
forma de dizer …fizeste isto mal… para… na próxima podes fazer desta outra
forma que vai provavelmente funcionar melhor… é um grande exemplo disso.
A verdade e não mais que a verdade, mas com o espírito
positivo e de ajuda.
Para terminar e dar um toque de humor ao último tópico que é…
nem sempre conseguimos garantir o resultado da mentira… mesmo que piedosa!!!
A freira vai ao médico:
- Doutor, estou com um ataque de soluços horrível. Não consigo comer nem dormir.
- Tenha calma, irmã, que vou examiná-la.
Após o exame diz:
- Irmã, a senhora está grávida!
A freira levanta-se em pânico e sai a correr do consultório.
Uma hora depois o médico recebe um telefonema da madre
superiora do convento:
- Doutor, o que é disse à irmã Carmem?
- Madre superiora, como ela tinha uma forte crise de soluços, dei-lhe um susto tremendo dizendo que estava grávida. Ela parou de soluçar?
- Sim, a irmã Carmem parou de soluçar, mas o padre Paulo fez as malas e desapareceu!!!
- Doutor, estou com um ataque de soluços horrível. Não consigo comer nem dormir.
- Tenha calma, irmã, que vou examiná-la.
Após o exame diz:
- Irmã, a senhora está grávida!
A freira levanta-se em pânico e sai a correr do consultório.
Uma hora depois o médico recebe um telefonema da madre
superiora do convento:
- Doutor, o que é disse à irmã Carmem?
- Madre superiora, como ela tinha uma forte crise de soluços, dei-lhe um susto tremendo dizendo que estava grávida. Ela parou de soluçar?
- Sim, a irmã Carmem parou de soluçar, mas o padre Paulo fez as malas e desapareceu!!!
domingo, 25 de fevereiro de 2018
Parábola da Formiga Desmotivada
Texto adaptado: Domingos Valente
Havia uma formiga que todos os dias chegava cedo ao trabalho e fazia tudo com dedicação e excelência. Ela era produtiva e feliz!
Como a formiga era muito dedicada, trabalhava por conta própria. Um dia, o gerente Escaravelho percebeu que a formiga estava a trabalhar sem supervisão e teve uma ideia: «Se ela era tão produtiva sem supervisão, imagine-se então se fosse supervisionada!»
Então, colocou uma Barata como supervisora. Essa barata era muito experiente e competente, seus relatórios eram impecáveis!
Na sua nova função, a primeira medida que a Barata tomou foi padronizar o horário de entrada e saída da formiga. Depois, chamou uma secretária para a ajudar a montar os relatórios e recrutou uma Aranha para organizar os documentos e atender o telefone.
O gerente Escaravelho ficou encantado com o trabalho de qualidade da Barata, e também pediu gráficos com assuntos debatidos em reuniões. Para cumprir melhor a sua função, a Barata contratou uma Mosca e comprou mais equipamentos.
A formiga, que antes era produtiva e feliz no seu trabalho, começou a sentir-se reprimida no meio de tantos papéis, aparelhos e reuniões.
Com toda a evolução daquele departamento, o Escaravelho sentiu que era o momento de contratar um gestor para a área onde a formiga trabalhava.
A escolhida para o cargo foi uma Cigarra, que, muito exigente, mandou decorar a sua sala.
Não demorou muito para que a nova gestora precisasse de equipamentos pessoais de trabalho e de uma assistente. Foi escolhida a Pulga, que já tinha trabalhado com ela anteriormente. Juntas, elas elaboraram uma estratégia de melhorias para o departamento e um controlo de orçamento para a área onde a formiga trabalhava, que a cada dia ficava mais triste e desmotivada!
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| Domingos Valente, o autor do post. Um alerta para organizações amantes de cargos e títulos |
A Coruja trabalhou três meses nesse diagnóstico e concluiu: existia muita gente na empresa.
Chegou a hora de demitir alguém da empresa, e quem foi a escolhida?
A formiga, óbvio, porque ela tinha mudado ao longo do tempo, andava desmotivada e não conseguia acompanhar o ritmo da empresa.
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
Borboletas...
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| Fátima Tavares no palco do Barreiro Agora Speakers |
Texto: Fátima Tavares
Quando o jovem se confessa ao seu mestre e diz: - Sinto um
nervosismo tão grande. As borboletas no meu estômago e quase não consigo falar,
só de pensar que terei de enfrentar audiências…
Quem nunca se sentiu assim!? Eu já! E eu ainda continuo a
sentir!
Aceitei o desafio de colaborar com o Agora Speakers para
transformar as borboletas em aliadas, em aplausos e não em inimigas!
Sim, disse colaborar! As sessões no Barreiro Agora Speakers não são
formações e não há professores. Todos estão lá para aprender e para desenvolver
através de auto-estudo, prática e avaliação pelo método sandwich dos membros do
clube.
Ter um bom desempenho em público, além de outros factores, depende
do domínio do diálogo interno, aquelas vozes hostis que nos deitam abaixo, como
por exemplo: não tenho jeito; não sou capaz; tirem-me daqui.
Mais de 75% das
pessoas sofrem da fobia de falar em público e não sabem que tudo depende do eu
e que nada poderá correr mal, pois o objectivo é ir caminhando e melhorando.
O Agora Speakers ajuda nessa caminhada, num ambiente acolhedor e amigável que encoraja a praticar e a melhorar a comunicação,
conseguindo assim melhorar vários aspectos da sua vida.
Para saber mais, desafio-o a ler o livro do autor Jorge
Dias: Public Speaking e a assistir a uma das nossas sessões no Barreiro Agora Speakers.
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
Compreender o medo...
As emoções caracterizam o ser humano. A forma como gere as emoções distingue-o de outros seres vivos. De onde surgem? Existem várias teorias para esclarecer a origem das mesmas. No entanto para o autoconhecimento não é o mais relevante
Texto: Ana Guerra
escrita sem Acordo Ortográfico
Emoção – Causada por um estímulo, interno ou externo; é algo que não se controla, é um processo automático. A gestão das emoções é uma aprendizagem, que nos leva a viver com menos sofrimento e logo, mais alegria.
Quando nasces os teus medos são simples e naturais, fazem parte do teu organismo, do que chamamos instinto. Ter medo de cair (de ouvir ruídos, ser abandonado). No entanto, cais e levantas-te; não alimentas esse medo. Usa essa estratégia que a Natureza te ensina de modo a que os medos se cinjam aos de sobrevivência. Todos os outros podem ter origem em situações que viveste ou outros que tu crias ou que ao teu redor é costume tê-los, e podes mudar isso. Viver sem ter algo que te apoquente.
COMO ACONTECE TER-SE MEDO?
- situações vividas, que fazem sentir receio, ansiedade; que foram traumatizantes:
- estórias que foram contadas com dramatismo e se acredita como verdade;
- falta de auto-estima;
- comportamentos que se copiam, aprendidos desde a infância;
- dores físicas, doenças;
- fruto da imaginação;
- de situações do futuro, em que se foque;
- preocupações.
A gestão de cada medo está relacionada com crenças, valores, atitudes que cada ser tem, e determinará as consequências de como viver o medo. Ao viver uma situação que nos traz receio, insegurança, ansiedade, tende-se a manter uma memória menos positiva, que volte a acontecer e o medo está criado. Da mesma forma se processa quando escutamos experiências vividas por outras pessoas, fica-se com receio que aconteça.
Existem diferentes estratégias de modo a diluir as emoções que bloqueiam a caminhada.
A falta de auto-estima quase sempre está associada a inseguranças, descrédito de si mesmo/a, trazendo medos de por exemplo não se conseguir passar num exame, de não conseguir ter um emprego, de não realizar um projecto, etc. O facto de não se conhecer, de ter expectativas muito altas, de usar de forma menos eficaz as suas próprias capacidades, leva à criação de medos. Todas as vias que assegurem o auto desenvolvimento são sugeridas como eficazes e sobretudo as com que cada um se sinta sintonizado/a.
O melhor caminho para a substituição de hábitos é, em primeiro lugar, conhecer-se, aceitar-se e identificar o que reconhece como fazendo parte do seu carácter, personalidade e o que efectivamente não faz parte.
QUE MEDOS TENS?
Alguns dos muitos exemplos referidos por vários participantes, ao serem confrontados com a questão: que medos tens?
Exemplos de medos: ter medo de chegar a velho e não ter vivido; medo duma velhice com demência; falta de saúde; medos dos patrões, de perder o trabalho, de decepcionar, do desconhecido, medo de ter medo; que aconteça algum mal à minha família, medo de terramotos; medo de não pagar as contas; medo de ficar sozinha/o; medo de ser traída, ser ridicularizado/a; ser abandonada; de não ter companheiro/a; da solidão; perder o controlo das situações; de ficar doente; de não ter onde viver; medo de ficar incapaz física e mentalmente na velhice; medo de não ter privacidade; etc.
Para concluir, gostaria de vos deixar a resposta de um dos inquiridos que resume várias atitudes que podem ser escolhidas para se viver ao invés das que trazem dor e que resume o que poderia apresentar como um caminho assertivo e garantidamente com êxito.
Resposta de alguém que já não valoriza o medo:
«Medo… é algo que já ressoa pouco comigo há algum tempo, ele pode emergir casualmente, mas não o valorizo. Aprendi a desvalorizá-lo e tornei-o num padrão. E tudo se tornou mais fácil a partir do momento em que entendi que o processo da morte (desencarne), porque toda uma outra perspectiva foi interiorizada, o que me permite hoje relativizar tudo; o resto adquiri através do trabalho do desapego, assim como o confiar… confiar sempre que se viver em consciência, com a energia correcta, nada me será negado.»
Nota: A palavra medo provém do latim «metus», que significa inquietação, temor, ansiedade
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