quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Borboletas...

Fátima Tavares no palco do Barreiro Agora Speakers

Texto: Fátima Tavares

Quando o jovem se confessa ao seu mestre e diz: - Sinto um nervosismo tão grande. As borboletas no meu estômago e quase não consigo falar, só de pensar que terei de enfrentar audiências…

Quem nunca se sentiu assim!? Eu já! E eu ainda continuo a sentir!
Aceitei o desafio de colaborar com o Agora Speakers para transformar as borboletas em aliadas, em aplausos e não em inimigas!
Sim, disse colaborar! As sessões no Barreiro Agora Speakers não são formações e não há professores. Todos estão lá para aprender e para desenvolver através de auto-estudo, prática e avaliação pelo método sandwich dos membros do clube.

Ter um bom desempenho em público, além de outros factores, depende do domínio do diálogo interno, aquelas vozes hostis que nos deitam abaixo, como por exemplo: não tenho jeito; não sou capaz; tirem-me daqui.
Mais de 75% das pessoas sofrem da fobia de falar em público e não sabem que tudo depende do eu e que nada poderá correr mal, pois o objectivo é ir caminhando e melhorando.

O Agora Speakers ajuda nessa caminhada, num ambiente acolhedor e amigável que encoraja a praticar e a melhorar a comunicação, conseguindo assim melhorar vários aspectos da sua vida.
Para saber mais, desafio-o a ler o livro do autor Jorge Dias: Public Speaking e a assistir a uma das nossas sessões no Barreiro Agora Speakers.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Compreender o medo...


As emoções caracterizam o ser humano. A forma como gere as emoções distingue-o de outros seres vivos. De onde surgem? Existem várias teorias para esclarecer a origem das mesmas. No entanto para o autoconhecimento não é o mais relevante

Texto: Ana Guerra
escrita sem Acordo Ortográfico

Emoção – Causada por um estímulo, interno ou externo; é algo que não se controla, é um processo automático. A gestão das emoções é uma aprendizagem, que nos leva a viver com menos sofrimento e logo, mais alegria.

Quando nasces os teus medos são simples e naturais, fazem parte do teu organismo, do que chamamos instinto. Ter medo de cair (de ouvir ruídos, ser abandonado). No entanto, cais e levantas-te; não alimentas esse medo. Usa essa estratégia que a Natureza te ensina de modo a que os medos se cinjam aos de sobrevivência. Todos os outros podem ter origem em situações que viveste ou outros que tu crias ou que ao teu redor é costume tê-los, e podes mudar isso. Viver sem ter algo que te apoquente.

COMO ACONTECE TER-SE MEDO?

- situações vividas, que fazem sentir receio, ansiedade; que foram traumatizantes:
- estórias que foram contadas com dramatismo e se acredita como verdade;
- falta de auto-estima;
- comportamentos que se copiam, aprendidos desde a infância;
- dores físicas, doenças;
- fruto da imaginação;
- de situações do futuro, em que se foque;
- preocupações.

A gestão de cada medo está relacionada com crenças, valores, atitudes que cada ser tem, e determinará as consequências de como viver o medo. Ao viver uma situação que nos traz receio, insegurança, ansiedade, tende-se a manter uma memória menos positiva, que volte a acontecer e o medo está criado. Da mesma forma se processa quando escutamos experiências vividas por outras pessoas, fica-se com receio que aconteça.

Existem diferentes estratégias de modo a diluir as emoções que bloqueiam a caminhada.
A falta de auto-estima quase sempre está associada a inseguranças, descrédito de si mesmo/a, trazendo medos de por exemplo não se conseguir passar num exame, de não conseguir ter um emprego, de não realizar um projecto, etc. O facto de não se conhecer, de ter expectativas muito altas, de usar de forma menos eficaz as suas próprias capacidades, leva à criação de medos. Todas as vias que assegurem o auto desenvolvimento são sugeridas como eficazes e sobretudo as com que cada um se sinta sintonizado/a.

O melhor caminho para a substituição de hábitos é, em primeiro lugar, conhecer-se, aceitar-se e identificar o que reconhece como fazendo parte do seu carácter, personalidade e o que efectivamente não faz parte.

QUE MEDOS TENS?

Alguns dos muitos exemplos referidos por vários participantes, ao serem confrontados com a questão: que medos tens?

Exemplos de medos: ter medo de chegar a velho e não ter vivido; medo duma velhice com demência; falta de saúde; medos dos patrões, de perder o trabalho, de decepcionar, do desconhecido, medo de ter medo; que aconteça algum mal à minha família, medo de terramotos; medo de não pagar as contas; medo de ficar sozinha/o; medo de ser traída, ser ridicularizado/a; ser abandonada; de não ter companheiro/a; da solidão; perder o controlo das situações; de ficar doente; de não ter onde viver; medo de ficar incapaz física e mentalmente na velhice; medo de não ter privacidade; etc. 

Para concluir, gostaria de vos deixar a resposta de um dos inquiridos que resume várias atitudes que podem ser escolhidas para se viver ao invés das que trazem dor e que resume o que poderia apresentar como um caminho assertivo e garantidamente com êxito.

Resposta de alguém que já não valoriza o medo:
«Medo… é algo que já ressoa pouco comigo há algum tempo, ele pode emergir casualmente, mas não o valorizo. Aprendi a desvalorizá-lo e tornei-o num padrão. E tudo se tornou mais fácil a partir do momento em que entendi que o processo da morte (desencarne), porque toda uma outra perspectiva foi interiorizada, o que me permite hoje relativizar tudo; o resto adquiri através do trabalho do desapego, assim como o confiar… confiar sempre que se viver em consciência, com a energia correcta, nada me será negado.»

Nota: A palavra medo provém do latim «metus», que significa inquietação, temor, ansiedade