domingo, 27 de maio de 2018

O oxigénio que corre nas minhas veias

Ana e o seu «oxigénio»

Texto: Ana Guerra

Desde muito cedo que nos ensinam a agradecer o que recebemos, a sermos gentis com os que nos dão algo. É uma retribuição, a nossa expressão de troca, de devolver uma energia semelhante à que nos deram.

Com a panóplia dos novos paradigmas, veio à superfície a melhor forma de expressar esse agradecimento: dizer obrigada, que é o mesmo que agradecer ou mostrarmo-nos gratos, isto é a manifestação profunda de nós mesmos.

A maior diferença é que obrigada é como que uma retribuição obrigada de um favor; enquanto grata é o reconhecimento desse favor. 
Da mesma forma, do latim “gratus” é agradável, agradecido e de uma fonte indo-europeia “gwer” significa elogiar, dar as boas-vindas, o que me fez recordar a expressão “bem-haja” que quer dizer isso mesmo.
Parece que o termo “grata” engloba uma maior entrega, com uma emoção mais “sentida” em contraste com o “obrigada”.

Com certeza que as palavras carregam energia e a forma como são empregues transmitem ao outro, ou até a nós mesmos, a nossa intenção, um propósito. Pessoalmente, acredito que os extremos, a forma radical, que escolhemos nem sempre revela ser uma boa estratégia, pretendo com isto expressar que nos sentirmos obrigados a usar isto ou aquilo por que alguém disse que assim está correcto ou errado, não é um motivo convicto. Fazemo-lo por que foi estipulado, uma regra, uma lei. 

Ora bem, é mais “correcto” se for de acordo comigo e o que sinto como tal, do que pelo que o outro apontou. Deixa de ser um dogma para ser uma convicção. Esta é a conclusão que, pessoalmente, encontro para alguma diferença. Se disser obrigada ou grata com essa entrega, está tudo bem para mim, mesmo que eu tenha consciência da forma como possa ser usada pelo outro. Ao aceitar, significa que me respeito e ao outro. Isso é o crucial, para mim.

Isto leva-me a reflectir sobre outro aspecto da gratidão
Aprendermos a agradecer, sentir gratidão pelo que conquistamos para nós (o amarmo-nos cada vez mais), por todas as experiências que vivemos, aquilo que costumamos dizer que a Vida nos traz, e por tudo o que temos.

Dar valor ao banho que tomo, à comida com que me alimento, à cama onde posso dormir, e tantos outras coisas que fazem parte do meu dia-a-dia. Dar valor aos amigos que passaram pela minha vida, e trocaram tantas coisas comigo, o convívio com eles  permitiu-me aprender e crescer. Aliás, eu olho para todas as adversidades no meu caminho dessa forma. Aprendi a colocar-me a seguinte questão, todas as vezes, que acontece algo que me faz sentir de modo desagradável ou  mesmo muito feliz: o que tenho a aprender com isto? 

Esta escolha é a forma que encontrei de usar uma das características deste planeta: a dualidade. Posso ver o benefício do que surge na minha caminhada de modo a crescer e ser um ser melhor. Melhor por que me faz sentir FELIZ e não propriamente porque  quero ser perfeita. São motivos diferentes, e acredito que um é mais eficaz do que outro.

Tudo isto faz parte da minha forma de estar grata, agradecer ao Universo pelo facto de estar no planeta Terra, a cumprir as várias missões com as quais me comprometi.
- Estar grata por estar viva: a missão de que a minha vida=caminhada só pode ser vivida por mim; ter consciência da responsabilidade do que é ter nas minhas mãos a existência de um ser, que desta vez se chama Ana Maria.
- Estar grata por ter encontrado aquilo que me faz sentir viva (alguns chamam dar sentido, motivação, felicidade): dar a mão ao outro que tem sido vivido de muitas formas. Como mãe, quando a minha função é dar o meu melhor apoio para que outro ser se erga da melhor maneira para ele; como amiga, partilhando toda a minha experiência como ser; como companheira, construindo ao lado e com o outro, o que ambos desejamos um para o outro; como escritora, quando através das palavras posso  partilhar o que Sou; como filha e irmã, quando recebi da forma que conhecia o que os meus pais e irmãos me deram; como trabalhadora de outrem, executando as minhas tarefas da melhor forma e com entrega. E, através de tantas outras “personnas” que estão em mim.
- Estar grata por não ter desistido de mim, como ser humano: uma vez que ao caminhar, a consciência de que esta dimensão é densa e nem sempre facilita a tarefa de aprender a saber viver, como descobrimos que é o truque.
- Estar grata por ter vivido sempre com aquilo que um dia descobri o que chamam de Fé: sim, durante algum tempo, interrogava-me e aos outros sobre o que era isso que as pessoas diziam: eu tenho fé! Aquilo fazia-me espécie, como usamos dizer. Um dia descobri: afinal, eu sinto/tenho isso, desde que me lembro que sou “gente”. Partilho desta forma: foi o que sempre me deu Força para continuar a minha busca – quem sou eu? O que faço aqui? - e não desistir de nada do que acredito.

Posso partilhar contigo, a forma como sinto essa gratidão, se é que podemos classificar dessa forma. Desde sempre (quer dizer desde que sou consciente, que uso a memória consciente) me lembro ligada a “casa”, ter saudades de viver em pleno AMOR (aqui não é uma emoção ou sentimento), de acreditar que este planeta e os seus habitantes podem viver em equilíbrio e harmonia. A força que encontro em mim,  em todos os momentos que senti sofrimento, injustiça, revolta, a dor que nos faz parar.

Mesmo quando sinto a solidão, como humana, sei que não estou só, quando chorava e  me sentia frágil e tantas outras emoções que tu conheces. Tenho esse poder em mim. Podes chamar-lhe o nome que quiseres, o fundamental é mesmo aliares-te a ele e continuares, de cabeça erguida, o teu caminho por que tens tudo o que precisas dentro de ti. Eu descobri isso e sim, acredito que essa “gratidão é a memória do coração” (como disse Antístenes de Atenas), aquilo que nos alimenta. Tenho-lhe chamado de AMOR.
Vejo isso no mar, na música, na arte, em mim e no outro – tudo isto faz parte do ser que SOU. 

O meu crescimento, como Ana, teve muitos desafios, e estou grata por ter tido os pais que tive, porque sem eles terem sido da forma como foram, eu não teria aprendido o que aprendi e cresci, e da mesma forma, hoje, sei que tudo o que vivi teve essa função. Não me arrependo de nada do que fiz (por acreditar que o arrependimento não tem nenhuma utilidade) porque descobri que iria acontecer da mesma forma, porque isso é aceitar como sou e que me sinto orgulhosa de me ter permitido escolher esse caminho.

Estou grata por todos os seres que possa ter “incomodado” pelas tentativas de aprendizagem e que sem isso não teria evoluído. Deixei de dizer que tenho defeitos, que cometi erros, por ter descoberto e assumido, que sou uma aprendiz. 

Adoro aprender e a sede que tenho de procurar e viver a aventura de ser quem Sou, ajuda-me no encontro comigo própria, que alguns dizem ser o encontro com o nosso Eu Superior.
Creio que quando manifestamos que é muito bom sentirmos tudo o que nos faz nascer um sorriso, revela a gratidão por tudo.

Sinto-o como o oxigénio que corre nas minhas veias 
– esta é a minha definição de gratidão

Automotivação

No palco do Barreiro Agora Speakers

Texto: Gonçalo Silva

Manter o foco nos objectivos pessoais e profissionais, dando um novo momento ao seu dia-a-dia. Vai criar um espaço para:

·         Pensamento positivo
Embora  o discurso de que “pensamentos positivos trazem coisas positivas” pareça um cliché, o foco no positivo é uma das técnicas mais utilizadas e eficientes da automotivação.
A técnica consiste em ver os acontecimentos e o que está planeado com uma visão positiva. Assim ajuda a sua rotina a ficar mais leve.
Adopte uma postura optimista em todos os aspectos da sua vida e veja os resultados.

·         Escreva as suas metas
Todos temos objectivos a curto, médio e longo prazo. Colocar esses objectivos numa lista ou tabela e marcá-los assim que forem alcançados dá estímulo ao nosso cérebro, o que nos leva a procurar mais resultados, além de nos ajudar a visualizar a quantidade de realizações que atingimos ao longo da vida.

·         Organize o seu dia a dia
A rotina fica bem mais simples quando é organizada. Portanto, aprender a ter controlo sobre o seu tempo é fundamental. Crie um plano semanal com as diversas actividades do seu dia.
Ao realizar todas as actividades ao longo do dia, sentirá que o seu tempo deu frutos e assim estará mais motivado a realizar as actividades com foco e boa disposição.

·         Celebre as conquistas
É muito importante que você mesmo reconheça as suas conquistas e dê a si mesmo uma recompensa, seja ela um momento de descontracção, um passeio na praia ou no parque, uma ida ao cinema ou um pequeno presente.  

Estas pequenas actividades fazem uma diferença monumental 
no seu dia-a-dia e na sua motivação e foco no cumprimento 
dos seus projectos. Vai sentir uma sensação de realização 
e dever cumprido

Confiança = Bons Relacionamentos

Cláudia Martins no palco do Barreiro Agora Speakers

Texto: Cláudia Martins

A confiança é essencial aos bons relacionamentos, sejam eles de amizade, familiar, sociedade, negócios, entre outros. Mas o que é esse valor pessoal que pode levar muito tempo para ser construído e segundos para ser destruído? Para entender melhor o que é confiança, em primeiro lugar, pergunte-se: 

- Quem são as pessoas em que confia?
- O que elas fizeram ou não fizeram para que confiasse?
- Como decidiu confiar nelas?
- O que viu, sentiu ou ouviu que despertou a sua confiança?
- O que faria deixar de confiar nelas?

Se dissociarmos a palavra confiar temos: con = juntos, fiar = dar crédito. A confiança verdadeira é isso, juntos damos crédito um ao outro e a nós mesmos.

Lembre-se sempre: a confiança começa na autoconfiança, quem não confia em si mesmo, como pode confiar noutra pessoa?

No âmbito profissional, especialistas afirmam que 40% da venda é a construção de confiança, 30% é identificação de necessidades, 20% é apresentação e proposta e 10% é fecho. Sendo assim, a primeira preocupação deve ser vender-se a si mesmo antes da venda, construindo a confiança.

Como disse François La Rochefoucauld: 
”A confiança que temos em nós mesmos, reflecte-se, 
em grande parte, na confiança que temos nos outros”

Pense nisso!

Agora Speakers Junior - a festa é de crianças e jovens


Inscrições ainda abertas para a participação de jovens entre os 7 e os 14 anos para fazerem a festa do Dia da Criança. 

Escola Superior de Tecnologia do Barreiro, dia 2, sábado, das 16h às 18 horas. Contacto para informações: barreiroagora@gmail.com. Organizado por Nat Trindade.

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AGENDA DO EVENTO

16.00h - Boas-vindas

16.15h - Jovens, um a um, subirão ao palco para discursarem entre 2 a 3 minutos sobre um tema à sua escolha e previamente pensado. 

16.45h - Dois a três membros do Barreiro Agora Speakers farão uma avaliação aos jovens, mencionando pontos positivos das entregas.


16.55h - Tempo para as Hot Questions, uma parte de improvisos, que será liderada pelos jovens, que falarão entre 1 a 2 minutos.


17.10h - Break para lanche saudável e convívio nas instalações ou fora delas (tendo em conta as condições climatéricas)


17.40h - Tempo para as Hot Questions, outra parte dos improvisos. Desta vez os jovens chamam adultos voluntários ao palco para lhes propor um tema-surpresa. Os adultos terão também entre 1 a 2 minutos para discursarem. 


18.00h - Fecho do evento em ambiente de festa e com surpresas


- Entrada e participação livre para os jovens

- 2€ para cada adulto que reverterá para lanche e aluguer de sala
(valor será descontado em caso de inscrição no clube) 
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Uma iniciativa do Barreiro Agora Speakers
Inscreva os seus filhos e passe um pedaço 
de tarde divertido e de aprendizagem