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| Ana Guerra, em Barreiro Agora Speakers |
Texto: Ana Guerra
A intuição chega-nos de onde? Dizem-nos: “segue a tua intuição”. Que podemos depreender desta expressão? Costumamos associar a intuição ao um sexto sentido que é algo que não sabemos explicar. A ciência tem vindo a descodificar todo um conjunto de processos cognitivos que nos ajudam a compreender melhor o funcionamento da nossa mente.
Na minha perspectiva, intuição ou mediunidade (ou estado modificado de consciência) pode significar o mesmo. Cheguei à conclusão que estão interligadas. Acredito que está ligado ao nosso organismo, na medida em que é através do nosso cérebro que é usada, direi assim; é uma capacidade que vivemos/usamos enquanto ser humano assim como quando deixamos o nosso corpo físico.
Ainda se estuda o fenómeno através da ciência, no entanto, o conhecimento empírico deixa-nos mensagens de que acontece e como pode ser usada. Este prelúdio encaminha-nos para o que desejo esclarecer:
como distinguir os pensamentos criados por nós e aquilo que designamos de intuição (independentemente de onde venham esses “pensamentos”)?
Há pessoas que conseguem identificar, por terem sentido com alguma evidência essa intuição, e ao longo dos anos aprenderam a distinguir os sinais desse fenómeno ou capacidade. Outras vivem-no sem ter consciência do mesmo.
Como aprender a fazê-lo? O método que encontrei para o fazer é um trabalho de equipa; o confronto, ou confirmação, do que sentimos com outra pessoa que esteja mais treinada. A intuição chega-nos da mesma forma que os pensamentos. A distinção é tão subtil que é necessário o treino deste exercício: partilhar com o outro e confirmar se sentem o mesmo.
À medida que começamos a identificar essa tal diferença entre uns e outros, descobrimos que são “pensamentos” distintos. A dificuldade em termos a certeza advém da interferência do ego (EU terreno), que nos traz a insegurança e uma densidade impedindo a ligação com o nosso EU (nalgumas teorias o EU Superior).
A maioria das pessoas costuma descurar o que sente, considerando que é pensamento seu e não atenta ao sinal de que é uma mensagem (intuição), que a origem do que está a "pensar" ou sentir não é criação sua.
A intuição é algo que podemos usar em nosso benefício e do outro. É uma aprendizagem que se pode escolher viver.

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